Morrer (de rir) é o melhor remédio.

Agosto 25, 2008

Depois de um dia como esses, “felicidade” não passa de um patinete dado de presente para um aleijado. Pura anedota do Caos. Seguindo o meu caminho, eu sentia o seu perfume, sentia um formigar na mão esquerda. Lembrava dos seus cabelos em chamas e encharcados, das flores que enfeitavam o nosso caminho e que hoje são ervas do seu chá de ópio. Dos seus lábios rubros, tingidos com o sangue do pulso alheio que hoje movimentam-se freneticamente em alguém que não sou eu. Eu ria loucamente, sobre as cenas dos filmes, em que os raios brotavam e a chuva rajava, junto com o personagem tristonho, junto da morte, enfim, até comentei com amigos que nunca chove quando eu estou triste, abraçado no travesseiro. Pois é, hoje choveu. Mas já passou. A chuva, claro.

 

 

 

Ah, os parenteses e o que tem dentro são facultativos.