A verdade é melhor refogada.

Março 25, 2009

Sabe… desde que eu roubei a sua esperança, eu passei a dormir mais no canto da cama, esperando você chegar e deitar ao meu lado. Fiz a barba, porque sei que você não gosta, até ponho dois pratos na mesa. É em vão, eu sei. Mas continua sendo engraçado. Não, não fique com raiva. Você até ficou mais bonita depois de abatida e magra. Admito que é interessante viver assim com esperança, as coisas parecem mais vibrantes, há mais tons, mais sons e tal… Esperança te traz saudades, lembranças, perspectivas. É interessante para quem planeja traçar metas. Mas aqui está, é toda sua de volta. Isso não me serve. Será que eu te devo mesmo desculpas? Digamos que estamos quites. A partir de agora, que tal brincarmos de vida? Cada um cuida da sua?


A verdade. Nua e crua.

Março 23, 2009

Vejo tanta confusão em sua oração, que nem me sendo Deus enxergo sua intensão. Das palavras de conforto de tons negativos, de um abraço apertado mas de um corpo frio. Engraçada a covinha que seu queixo faz apoiado na ponta da minha coragem, como falta um vermelho em sua face, como falta carne em meu prato. Te dou medo? Eu sou apenas o espelho da sua recíproca, o monstro que te lambe as costas e te puxa os cabelos. Não se trata mais de justiça, de amor. Se trata apenas de… Humanidade? Acredite, eu sou tão humano quanto você, porém nos seus sonhos mais sombrios que você não tem coragem de ser. Não é mais uma proposta, te enxarcarei em vísceras, em palavras doces para você dormir… Isso tudo, porque me dissestes que tudo em sua vida foi uma espera, mas no final das contas “quem espera sempre alcança”. Ou talvez cansa. E eu cansei de morar nos triunfos egocêntricos da sua beleza, de alimentá-la com meus “as” e todos meus alfabetos, e agora só o que te sustenta é esse pilar, pilar do que te resta de bom, que eu farei questão de levar comigo, só para ter o prazer de manter o que te faz uma pessoa ruim ainda pior, e levar comigo o melhor de você. Sua esperança, só para te ver cansar.


Just do it.

Março 20, 2009

ela: o que eu posso fazer por você?

Eu: você poderia pensar…

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e morrer.

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Maldita.


Paciência, que tal?

Março 20, 2009

Maçã. Seu hálito cheira a maçã e isso implica num fato interessante. O grande porém, é você desejar compartilhar tal fato com alguém que não sou eu. Por mais casos que me ocorram, boa parte tende a escarnificar-me chegando a ponto de me por como um lactobacilo vivo que almeja ser um espermatozóide que não é. E com cara de tacho me junto aos paquerados pela valsa que plana seus olhos sobre quem será tomado para dançar, me corroendo na própria acidez do que penso, imaginando o seu rosto se corroendo em prazer na acidez do que penso, imaginando arrumar um jeito de chegar ao céu que seus olhos refletem, sem ter que pular a típica amarelinha, imaginando um jeito de te fazer ir ao inferno enquanto vejo o céu de perto de forma que não seja através dos seus olhos. Por mais que eu gore, o cerco se fecha aos poucos, então, paciência, eu. Paciêcia.


Carnaval das Águas

Março 20, 2009

Eu lembro das coisas que nós nunca vivemos. Deitado, divido o que eu ouço entre gemidos do casal ao meu lado, e as músicas que nós escutaríamos enquanto você gemesse. Ao passo que me divido entre chão, pensamentos e céu aberto, almejo estar entre suas curvas proibidas, estar entre seu peito macio e suas unhas que rasgam as minhas costas com ardor, ardor esse que me sobe os olhos, que me desce o rosto, que me salta a boca em alto e bom som o teu nome, esse que eu queria sussurrar no pé do teu ouvido, enquanto você mordia o meu. E entre apertos e desejos, eu sinto na saliva que me enche a boca, o gosto do teu suor, junto do pouco do meu sangue que tiras arrancando um pedaço do meu lábio, do fraco sabão que não consegue suprir o cheiro de minha homenagem à ti em minhas mãos, sinto o doce aroma de maracujá com o salobro aroma do seu esforço frenético. E você apenas dorme, longe dos meus olhos, longe de minhas mãos. Mas mesmo assim, eu te enxergo e te sinto. Porque por mais que você não exista, eu te procuro. Te acho. Me perco. Te amo. Te mato.


Morrer (de rir) é o melhor remédio.

Agosto 25, 2008

Depois de um dia como esses, “felicidade” não passa de um patinete dado de presente para um aleijado. Pura anedota do Caos. Seguindo o meu caminho, eu sentia o seu perfume, sentia um formigar na mão esquerda. Lembrava dos seus cabelos em chamas e encharcados, das flores que enfeitavam o nosso caminho e que hoje são ervas do seu chá de ópio. Dos seus lábios rubros, tingidos com o sangue do pulso alheio que hoje movimentam-se freneticamente em alguém que não sou eu. Eu ria loucamente, sobre as cenas dos filmes, em que os raios brotavam e a chuva rajava, junto com o personagem tristonho, junto da morte, enfim, até comentei com amigos que nunca chove quando eu estou triste, abraçado no travesseiro. Pois é, hoje choveu. Mas já passou. A chuva, claro.

 

 

 

Ah, os parenteses e o que tem dentro são facultativos.


:(:

Julho 28, 2008

Sou Luan. tenho 18 anos de carcaça e a consciência mais funda que a própria cova do Bozo. Não sou mais o mesmo cabeludo de roupas sulistas, sou amante do caos e composto no âmago por romances menores. Sou o meio do infinito, nem positivo, nem negativo. Melhor do que alguém? Com certeza. Ninguém é igual e nem por serem diferentes isso se torna um padrão igualitário. Mas sou pior que muita gente. Já fui bem aceito, mas protocolarmente sou renegado. Sol, x-Boreal e mais enésimas adjacências. huaehuaehuAHEUhuhuae ok ok… quanta merda escrita junta, acho que dou um bom pseudo-intelectual. É que essa situação toda, tempestades e desmaios me fazem querer exercer um pranto mais homérico. Já dói mexer a cabeça e tossir. Tudo bem, encerro o meu texto porque não tenho mais víceras para colocar.

 

 

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Um dia eu escrevo algo mais legal.

 

fikdik (Y)


Why so Stupid?

Julho 19, 2008

Eu pensei um bocado num começo, mas como não encontrei, vai sem começo mesmo. “O que aconteceria se uma força infinita encontrasse um objeto que não se move?”. “É impossível, pois do mesmo jeito que não pode existir uma força infinita, não pode exisistir um objeto que não se move.”. Essa resposta me indignou. Claro que pode existir, e eu aposto que o objeto não se moverá, pois veja bem, as minhas palavras de sentimento infinito não movem o seu coração. Eu nunca passei tão mal na minha vida quanto ontem. Eu não pude saborear cada pedacinho dos seus lábios, só sentia aquele cheiro suave, vindo dos seus cabelos e da sua pele. Ah! Eu tive direito ao meu dia ruim e foi um dos melhores da minha vida. Quer saber como eu ganhei essa cicatriz? Eu tinha um amigo louco, certa vez ele estava brincando com uma faca e… Mentira. Se olhe no espelho que te responde. Why so Smiling? So Stupid? Mas ok, vamos buscar ver o lado bom disso tudo:

 

 

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Tem um cara estatelado ali no chão, deve estar pior do que eu.

Julho 18, 2008

4:51. minto, 4:52. Depois da extensa madrugada regada a combates mágicos e visitas ao mundo espiritual, essa não foi uma noite difícil de se viver, pois ela não foi longa o suficiente para eu me pegar pensando em você. Pelo menos não o tempo todo. E já no final, deixei meus amigos em suas respectivas cavernas, com um punhado de 40 mazelas nas pernas, tendo que descer todas as vezes para que eles pudessem passar. Tecladinho estreito, meio chato de escrever e tal… não me ajuda muito o curso de datilografia nessas horas. Os cavalos selvagens insistem em me levar para não sei onde e é bem provável que eu vá. Depois de tanta besteira junta escrita, tirando o fato de ter dito que pensei em você, estou pensando em você e dessa vez não tem nada para desviar minha atenção. Então por que não falar de você? Boba, serena, nunca me negastes o meu almejo sem dar brecha para que eu almejasse mais. Aquela sua franja preta e quase emo cobrindo seus olhos, fazendo assim destacar só o seu sorriso. E você ainda vem dizer que o meu sorriso que é bonito. Mentira! No dia que o sorriso de um infeliz como eu tiver um significado concreto, você será minha.


Somebody made of atoms and broken dreams.

Junho 28, 2008

Se eu pudesse resumir esse post numa coisa ao vivo, resumiria num grito. Você já gritou quando tá desesperado, vendo alguém morrer? É diferente de quando você leva uma espadada ou um chute no saco. Parece doer mais, sabe? (E olhe que chute no saco dói pra caralho, imagina uma espadada?) A voz parece ter um eco, um backing vocal, algo que vem lá de dentro. É trash, porque gritar não adianta, mas você grita, e muita vezes grita com a cara enfiada no travesseiro pra não acordar a peste da sua irmã que dorme no quarto ao lado. É engraçado você lembrar das coisas do passado, em como você se embreagava com todas aquelas coisas, lorotas e tal… E eu acabei chegando numa conclusão: Antes bons vinhos em copos de plástico à vinhos amargos em taças de cristal.